Imobiliário verde e sustentável: pandemia acelera tendências e dá impulso a novos padrões de procura

A sustentabilidade da construção já não é apenas bandeira, mas sim uma necessidade e uma condição para se fazerem mais e melhores negócios.

Numa altura em que as questões ambientais e a pegada ecológica estão cada vez mais presentes na vida das pessoas e das empresas, a sustentabilidade assume-se como fator decisivo, também, na construção e imobiliário. Querem-se projetos energeticamente mais eficientes e construções de melhor qualidade – e em alguns casos estes requisitos já não são apenas uma necessidade, mas uma condição para o negócio. A pandemia veio acelerar estes desafios, com evidência na procura de casas com áreas exteriores e interiores maiores, e numa nova realidade em que os espaços verdes e ao ar livre se tornaram no “santo graal” dos tempos de confinamento.

Como é que as empresas estão a responder a estes desafios? Qual a importância da sustentabilidade nos projetos imobiliários? E como é que o setor se está a adaptar às mudanças? O terceiro webinar TEKSIL 2020, promovido pela Tektónica – Feira Internacional de Construção e Obras Públicas e pelo Salão Imobiliário de Portugal (SIL), realizado esta terça-feira, dia 30 de junho de 2020, e dedicado ao tema “A Construção e Imobiliário Verde e Sustentável”, juntou vários players do setor para discutir estas e outras questões, contando com o apoio do idealista/news.pt.

Sustentabilidade desde o momento “zero”

Mas como é que, na prática, se pode garantir que um projeto é sustentável? O gestor volta a dar o exemplo de Tróia em que, por exemplo, aquando da demolição das duas torres, no início do projeto, 95% dos materiais foram aproveitados na nova construção.

Na prática, o vetor sustentabilidade tem de estar presente desde o início da promoção imobiliária, “através das certificações atribuídas, dos materiais e equipamentos utilizados”, tal como explica também Sandro Oliveira, CEO da InvestCo – que tem em desenvolvimento, no Porto, o Jardins da Efanor, um dos maiores projetos atualmente em curso no país. Segundo o responsável, o “passo” da sustentabilidade tem de ser dado num momento muito embrionário do projeto, na fase de arquitetura, projetista, e que “esse pensamento tem de ser transveral, numa vertente estética, de mobilidade, custo, e construção”, de formas a dar garantias aos clientes sobre o produto habitacional que estão a comprar.

Notícia na íntegra – Idealista – Jardins Efanor