Está a nascer `uma cidade’ de €250 milhões entre o Porto e Matosinhos.

Uma enorme varanda de onde se veem os filhos a brincar no parque, a escola a poucos metros de distância e o emprego do outro lado da rua. Toda a vida num bairro a que os arquitetos, chamam edge city, um conceito que envolve residências com escolas, lojas, escritórios e hospitais na vizinhança. Uma cidade dentro da cidade. A primeira destas edge city está a nascer na Senhora da Hora, em Matosinhos, num investimento de 250 milhões de euros, implantado num terreno de ll hectares, onde dois hectares são um parque verde que surge virado às varandas dos apartamentos.
A Senhora da Hora é um centro urbano que foi sempre uma periferia do Porto e de Matosinhos e nunca teve um plano de urbanização consistente que permitisse uma visão de conjunto”, destaca a arquiteta Andrea Soutinho, que, com o pai, o falecido arquiteto Aleino Soutinho, desenhou parte da recuperação urbanística da Efanor. Um projeto que começou em 2007, quando a velha fábrica de carrinhos de linhas em Matosinhos foi demolida e
para o local foi projetado um condomínio de luxo com 700 apartamentos, dois hotéis, um edifício de escritórios, uma escola de negócios e um colégio.

Um hotel de cinco estrelas Passados 13 anos, o projeto que inicialmente foi da Sonae e que entretanto foi vendido à Grandavenue por €30 milhões, está a ser desenvolvido pela Invest & Co, empresa que reformulou o projeto e já concluiu o primeiro bloco. O novo projeto prevê agora 10 edifícios, em que 60% da área será atribuída ao segmento residencial — 400 apartamentos — e os restantes 40% serão de comércio e serviços.

Para a zona, está também prevista a construção de uma unidade hoteleira, que vai ocupar um terreno abandonado junto ao NorteShopping. Os Jardins Efanor são um dos maiores projetos imobiliáriosdo país. “Aproveitam a visão de conjunto, pensados com as novas tendências de urbanis-
mo, com acesso a todo o tipo de valências, desde a residência, trabalho, saúde, comércio ou educação. O que faz deles uma edge city”, explica Andrea Soutinho. O investimento resulta de um dos acionistas da construtora portuguesa Telhabel, associado a capital espanhol e suíço. “O plano permitirá recuperar uma área suburbana, colada ao Porto, que irá resolver constrangimentos com o crescimento da freguesia, o reordenamento do trânsito e tornando mais saudável a vida de milhares de pessoas”, salienta Andrea Soutinho. Com uma nova centralidade em Matosinhos, boas acessi-
bilidades e a proximidade de serviços e de escolas, “é um conceito urbano, pensado na envolvência, com generosas áreas verdes e destinado a fa- mílias”, acrescenta. Quanto à aposta nos espaços verdes càda vez mais necessários devido à pandemia, Sandro Mota Oliveira, administrador executivo da Invest & Co., diz que “constatamos uma elevada procura por espaços ao ar livre”.

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